BlogBetoBuarque

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  • em reflexão, retorno, vida
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  • por Beto Buarque
Pra falar a verdade, eu acho que nunca fui embora, mas o que me faz me posicionar dessa forma, tratando disso como uma volta, é o fato de eu não ter tido mais uma presença significativa, ativa, relevante. Não investia mais tanto tempo em produzir conteúdo, nem em divulgar o conteúdo que já existia, algo até injusto com meu próprio trabalho que demandou tanta dedicação durante tanto tempo.

2011 – Lançamento do primeiro projeto acústico. 2012 - Lançamento do álbum “Quero Tanto” e clipe da música que dá título ao álbum. 2013 - Lançamento do novo projeto acústico com a faixa inédita “Entre você e Eu”. 2014 - Lançamento do single Mais Linda, com direito a clipe.

Durante esse período [2011-2014], troquei duas vezes de faculdade, virei sócio de uma empresa que já trabalhava, deixei de ser sócio, abri uma empresa, depois abri outra empresa mantendo a primeira, me mudei 3 vezes... Bom. Com isso já dá pra sentir que tempo livre não é o meu forte.

2015 iniciou nesse mesmo ritmo. A realidade que eu tô vivendo hoje é de estudar manhã e noite quase todos os dias da semana e ainda cuidar de duas empresas, além de ser “dona de casa”. Morando sozinho, cuidar da casa se tornou mais uma tarefa árdua que merece também ser citada. E agora, qual o tempo que sobra pra “musicar”?

Posso garantir que é plenamente possível. Acho que só depende do seu grau de comprometimento. As palavras que eu repito pra mim todos os dias são: organização e disciplina.

Não sei como dimensionar a importância que tem estar ativo musicalmente. A música é a minha forma de me comunicar com o mundo. Eu só comecei a trabalhar pra valer pra juntar grana pra gravar minhas músicas, sempre busquei clientes que pudessem estar ligados diretamente ao meio musical e só constitui uma nova empresa no segmento de produção audiovisual justamente pela possibilidade de ter maior suporte às minhas produções. Chegou uma hora que eu caí na real. O trabalho, que só existia por conta da utilidade que teria pra música, tomou uma proporção tão grande que quase não havia mais tempo pra outras coisas. E isso não fazia sentido. Eu tinha que aprender a conciliar as coisas, sem deixar o que me faz bem de lado.

Fico imaginando que isso deve ser mais comum do que se imagina. Quantas pessoas não acabam se desviando do sonho que têm na própria tentativa de alcançá-lo?! Eu não acho justo comigo mesmo. Perder o foco é muito mais fácil do que se imagina. Voltar pro rumo é que é bem complicado, mas quando você consegue parece que ganhou uma nova vida.

Aprendi a olhar de fora as coisas que fazia na condução da carreira. De sorte que muito aprendizado se acumulou na bagagem. Tudo que aprendi errando serve pra que eu não erre mais. Quando você se afasta daquilo que você gosta de fazer de verdade, você deixa de ser quem você realmente é e não se reconhece mais. Daí acontece o reencontro. É algo que nem todo mundo tem a oportunidade de viver. Eu estou vivendo e quero aproveitar.

E você? O que você deixou pra trás e acha que não consegue mais recuperar? Tá valendo a pena deixar essa parte de você não ser mais você?

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